Milhões de brasileiros ainda podem ter recursos esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. O Banco Central revela que mais de R$ 10,5 bilhões não foram resgatados, mesmo com o sistema de valores disponíveis desde 2022.
Quem atua como trabalhador, microempreendedor ou gestor financeiro pode consultar esses valores e saber como proceder para solicitar a devolução, inclusive em casos de herança ou de empresas inativas. Saiba agora como consultar e resgatar esses valores de forma rápida e segura, evitando perder dinheiro que pode ser seu por direito.
O que é o dinheiro esquecido?
O chamado “dinheiro esquecido” corresponde a recursos financeiros que permanecem parados em instituições bancárias, cooperativas, consórcios e outras entidades do sistema financeiro nacional. Isso ocorre quando clientes deixam saldos residuais, contas antigas, valores de tarifas cobradas ou até restituições de consórcios que não foram sacadas ao longo do tempo.
Muitos desconhecem esses valores, que podem estar em nome de pessoas físicas, jurídicas ou mesmo de falecidos.
Quem pode consultar dinheiro esquecido?
Pessoas físicas a partir de 18 anos, inclusive herdeiros, inventariantes, representantes legais e pessoas jurídicas, como empresas ativas, inativas e MEIs, podem consultar se há valores a receber. No caso de beneficiários de pessoas já falecidas, somente familiares legalmente autorizados conseguem acessar as informações e solicitar a devolução.
Como saber o valor disponível para resgate?
A consulta não revela o valor de imediato. O cliente precisa acessar o sistema oficial do Banco Central pelo site Valores a Receber, informar o CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou abertura da empresa.
Após autenticação via conta Gov.br (nível prata ou ouro), o sistema mostra se há valores e em quais instituições financeiras os recursos estão parados. O montante total por pessoa física somava R$ 8,15 bilhões até fevereiro de 2026, enquanto empresas tinham mais de R$ 2,4 bilhões à disposição.

Documentação necessária para solicitação
- Pessoas físicas: CPF, senha Gov.br (prata ou ouro) e chave PIX (preferencialmente do tipo CPF).
- Pessoas jurídicas: CNPJ, senha Gov.br e chave PIX vinculada à empresa.
- Falecidos: Herdeiros, inventariantes ou representantes legais devem apresentar documentos pessoais, certidão de óbito, comprovação de vínculo e termo de responsabilidade preenchido no sistema.
Como consultar e solicitar a devolução dos valores
- Acesse Valores a Receber – Banco Central;
- Informe CPF ou CNPJ e siga as orientações;
- Autentique-se com conta Gov.br usando dois fatores de segurança (senha + validação facial pelo aplicativo Gov.br, se necessário);
- Se houver valor a receber, selecione um meio de restituição (chave PIX recomendada);
- Se não possuir chave PIX, crie uma em sua instituição financeira ou entre em contato diretamente com a instituição para combinar outra forma de recebimento;
- Para valores em nome de falecidos, preencha o termo de responsabilidade e envie os documentos comprobatórios.
Prazos e regras para resgate em 2026
O prazo informado inicialmente para resgate terminaria em 16 de outubro de 2024. No entanto, conforme orientação do Ministério da Fazenda, não existe data limite para recuperar recursos esquecidos.
O valor ficará disponível enquanto o sistema existir, mas recomenda-se não adiar o pedido para evitar imprevistos futuros. Bancos realizam o crédito diretamente na conta indicada pela chave PIX ou conforme acordo estabelecido.
Situações especiais: resgate por terceiros e casos de conta conjunta
Em contas de titular falecido, só os representantes legais, inventariantes, testamentários ou herdeiros reconhecidos judicialmente conseguem acessar e movimentar os valores.
Para contas conjuntas, se um dos titulares não aderiu ao termo de devolução via PIX, o resgate ocorre somente mediante solicitação manual. Empresas também só podem solicitar os créditos para CNPJs próprios.
Segurança: como evitar golpes e proteger seus dados
O Banco Central nunca solicita dados pessoais, senhas ou confirmação por telefone, mensagem ou aplicativos de terceiros. O acesso ao sistema é exclusivo pelo endereço oficial, exigindo senha forte e autenticação via Gov.br em dois fatores.
Fique atento a tentativas de golpe: nunca compartilhe códigos ou informações sensíveis com desconhecidos.
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