O trabalhador pode usar até R$ 1.000 do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas e limpar nome em maio de 2026.
A liberação faz parte do Novo Desenrola Brasil e começa a funcionar nos canais oficiais a partir de 25 de maio de 2026.
A medida foi anunciada pelo governo federal no início do mês como parte da segunda fase do programa de renegociação.
Confira a seguir como funciona o uso do FGTS na nova fase, os critérios para usar o saldo, o passo a passo da renegociação, as regras de desconto e juros e os pontos de atenção antes do acordo.
Como funciona o uso do FGTS no Desenrola 2.0
A nova modalidade permite o abatimento de dívidas com o saldo do FGTS. O trabalhador escolhe o valor para somar ao desconto oferecido pelo banco, com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal diretamente ao credor.
Os pontos principais da medida são:
- Limite de 20% do saldo total das contas do FGTS ou até R$ 1.000, prevalecendo o maior valor
- Inclusão tanto de contas ativas quanto inativas no cálculo do saldo disponível
- Pagamento feito diretamente pela Caixa ao banco credor da dívida renegociada
- Validade da medida durante a vigência da nova etapa do Desenrola Brasil
A nova regra integra o Desenrola 2.0, programa federal lançado em 4 de maio de 2026 por medida provisória. A iniciativa foi planejada para 90 dias e visa o saneamento financeiro de famílias com dívidas em aberto há mais de três meses.
Critérios para usar o saldo na renegociação
A elegibilidade segue regras específicas definidas pelo governo. Nem toda dívida pode ser quitada com o saldo do fundo, e o trabalhador precisa cumprir requisitos básicos antes de iniciar o processo com a instituição financeira credora.
Os requisitos para usar o saldo do FGTS são:
- Renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105 atualmente
- Dívida contratada até 31 de janeiro de 2026 com banco que tenha aderido ao programa
- Inadimplência entre 90 dias e 2 anos da data da renegociação
- Saldo disponível em pelo menos uma das contas vinculadas ao trabalhador
- Autorização expressa da consulta de dados do FGTS pelos bancos parceiros
Apenas dívidas não consignadas entram no programa, com foco em cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
Os débitos menores que R$ 100 geram a chamada desnegativação automática, com retirada imediata do nome do Serasa e SPC.

Passo a passo para renegociar a dívida
A operação começa fora do banco, na plataforma oficial da Caixa Econômica Federal. O trabalhador precisa autorizar a consulta de dados antes que o credor consiga visualizar o saldo disponível para abater no acordo.
O caminho para fechar o acordo é:
- Acessar o aplicativo do FGTS e verificar o saldo disponível nas contas ativas e inativas
- Autorizar a consulta de dados pelos bancos participantes do Novo Desenrola Brasil
- Procurar o banco da dívida pelo canal digital, aplicativo ou agência física
- Pedir formalmente a entrada no Desenrola e conferir a proposta com desconto
- Manifestar interesse em usar o FGTS para abater parte do valor da dívida
- Fechar o acordo, baixar o comprovante e aguardar a retirada do nome dos cadastros
A ordem do procedimento é proposital. Primeiro, o trabalhador renegocia a dívida com o desconto do programa, depois usa o FGTS para abater o valor restante. A retirada do nome do Serasa e SPC acontece logo após a confirmação do pagamento.
Regras de desconto e juros aplicadas
O grande atrativo da nova fase está na combinação entre desconto e teto de juros. As condições são padronizadas pelo governo federal, mas o valor final do acordo depende da análise do perfil de cada devedor pela instituição credora.
As condições gerais da renegociação são:
- Desconto de 30% a 90% sobre o valor original da dívida em atraso
- Teto de juros de 1,99% ao mês para o saldo remanescente parcelado
- Prazo de pagamento estendido para até 48 meses sem encargos extras
- Possibilidade de quitação à vista com o maior desconto disponível na proposta
O percentual exato do desconto é definido caso a caso pelo banco, com base no histórico do cliente e no tempo de atraso.
Dívidas mais antigas costumam receber abatimentos maiores, especialmente para perfis de baixa renda inscritos no Cadastro Único.
Pontos de atenção antes de fechar o acordo
A medida traz vantagens claras, mas exige planejamento financeiro do trabalhador. Algumas regras específicas podem trazer consequências práticas para quem aderir sem analisar os impactos no acesso futuro a benefícios e ao próprio saldo.
Os principais alertas para o trabalhador são:
- Suspensão do saque-aniversário até a recomposição total do valor utilizado
- Proibição de fazer apostas em plataformas de apostas por um ano após a adesão
- Análise individual do perfil pelo banco, com possível recusa de propostas específicas
- Confirmação obrigatória das dívidas apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes
Atenção: O trabalhador deve desconfiar de mensagens fora dos sites e aplicativos oficiais dos bancos. Promessas de aprovação facilitada pelo WhatsApp ou cobranças com prazo curto costumam ser tentativas de golpe durante o período do programa.
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